Aproveitamento de efluente tratado de estação de tratamento de esgoto na produção de argamassa autoadensável

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14295/holos.v26i1.12512

Palavras-chave:

Argamassa autoadensável, Água de reuso, Efluente tratado, Resistência à Compressão

Resumo

A construção civil tem buscado a racionalização e o aproveitamento dos materiais e água de modo a garantir a sustentabilidade ambiental do setor. Neste contexto, o objetivo do artigo foi investigar o emprego do efluente tratado como água de amassamento na argamassa autoadensável - AAA, assumindo como estudo de caso a avaliação do efluente da estação de Tratamento de Esgoto de Itajubá – ETE Sapucaí. A caracterização preliminar do efluente tratado neste estudo foi aderente à norma NBR 15900, com exceção da presença de odor. As substâncias químicas presentes no efluente apresentaram-se dentro dos limites estabelecidos na norma, mas sugere-se a realização de ensaios complementares dada as limitações apresentadas  pelo  reator  UASB  para  remoção  de  DBO,  nitrogênio,  fósforo  e  patógenos. Para verificação das propriedades da argamassa autoadensável foram produzidos traços com 50% e 100% de substituição da água de amassamento por efluente tratado e um traço controle com água potável. Foram realizados os ensaios no estado fresco de mini-funil V e mini-slump e, no estado endurecido, de resistência à compressão axial. O tempo de escoamento dos traços com efluente foi superior ao traço controle e o espalhamento inferior. A resistência à compressão, aos 28 dias, se apresentou superior para ambas as concentrações do efluente ultrapassando 20% do valor do traço controle. Porém, o traço com concentração de 50% apresentou diferença significativa de dados por meio da análise ANOVA, sendo sugerido a verificação de resistência em outras idades e a realização de cura com efluente tratado para enriquecer a viabilidade de sua utilização  na  AAA.  Com  relação  ao  ensaio  no  estado  endurecido  da AAA, a resistência à compressão média dos corpos de prova produzidos com efluente tratado apresentou resistência superior aos corpos de prova.

Biografia do Autor

Andressa Florentino Labat Uchôas, Universidade Federal de Itajubá

A construção civil tem buscado a racionalização e o aproveitamento dos materiais e água de modo a garantir a sustentabilidade ambiental do setor. Neste contexto, o objetivo do artigo foi investigar o emprego do efluente tratado como água de amassamento na argamassa autoadensável - AAA, assumindo como estudo de caso a avaliação do efluente da estação de Tratamento de Esgoto de Itajubá – ETE Sapucaí. A caracterização preliminar do efluente tratado neste estudo foi aderente à norma NBR 15900 (2009), com exceção da presença de odor. As substâncias químicas presentes no efluente apresentaram-se dentro dos limites estabelecidos na norma, mas sugere-se a realização de ensaios complementares dada as limitações apresentadas pelo reator UASB para remoção de DBO, nitrogênio, fósforo e patógenos. Para verificação das propriedades da argamassa autoadensável foram produzidos traços com 50% e 100% de substituição da água de amassamento por efluente tratado e um traço controle com água potável. Foram realizados os ensaios no estado fresco de mini-funil V e mini-slump e, no estado endurecido, de resistência à compressão axial. O tempo de escoamento dos traços com efluente foi superior ao traço controle e o espalhamento inferior. A resistência à compressão, aos 28 dias, se apresentou superior para ambas as concentrações do efluente ultrapassando 20% do valor do traço controle. Porém, o traço com concentração de 50% apresentou diferença significativa de dados por meio da análise ANOVA, sendo sugerido a verificação de resistência em outras idades e a realização de cura com efluente tratado para enriquecer a viabilidade de sua utilização na AAA. Com relação ao ensaio no estado endurecido da AAA, a resistência à compressão média dos corpos de prova produzidos com efluente tratado apresentou resistência superior aos corpos de prova.

 

Ana Carolina Gomes Velloso, Universidade Federal de Itajubá

A construção civil tem buscado a racionalização e o aproveitamento dos materiais e água de modo a garantir a sustentabilidade ambiental do setor. Neste contexto, o objetivo do artigo foi investigar o emprego do efluente tratado como água de amassamento na argamassa autoadensável - AAA, assumindo como estudo de caso a avaliação do efluente da estação de Tratamento de Esgoto de Itajubá – ETE Sapucaí. A caracterização preliminar do efluente tratado neste estudo foi aderente à norma NBR 15900 (2009), com exceção da presença de odor. As substâncias químicas presentes no efluente apresentaram-se dentro dos limites estabelecidos na norma, mas sugere-se a realização de ensaios complementares dada as limitações apresentadas pelo reator UASB para remoção de DBO, nitrogênio, fósforo e patógenos. Para verificação das propriedades da argamassa autoadensável foram produzidos traços com 50% e 100% de substituição da água de amassamento por efluente tratado e um traço controle com água potável. Foram realizados os ensaios no estado fresco de mini-funil V e mini-slump e, no estado endurecido, de resistência à compressão axial. O tempo de escoamento dos traços com efluente foi superior ao traço controle e o espalhamento inferior. A resistência à compressão, aos 28 dias, se apresentou superior para ambas as concentrações do efluente ultrapassando 20% do valor do traço controle. Porém, o traço com concentração de 50% apresentou diferença significativa de dados por meio da análise ANOVA, sendo sugerido a verificação de resistência em outras idades e a realização de cura com efluente tratado para enriquecer a viabilidade de sua utilização na AAA. Com relação ao ensaio no estado endurecido da AAA, a resistência à compressão média dos corpos de prova produzidos com efluente tratado apresentou resistência superior aos corpos de prova.

Bianca Carla de Oliveira Manfredini, Universidade Federal de Itajubá

A construção civil tem buscado a racionalização e o aproveitamento dos materiais e água de modo a garantir a sustentabilidade ambiental do setor. Neste contexto, o objetivo do artigo foi investigar o emprego do efluente tratado como água de amassamento na argamassa autoadensável - AAA, assumindo como estudo de caso a avaliação do efluente da estação de Tratamento de Esgoto de Itajubá – ETE Sapucaí. A caracterização preliminar do efluente tratado neste estudo foi aderente à norma NBR 15900 (2009), com exceção da presença de odor. As substâncias químicas presentes no efluente apresentaram-se dentro dos limites estabelecidos na norma, mas sugere-se a realização de ensaios complementares dada as limitações apresentadas pelo reator UASB para remoção de DBO, nitrogênio, fósforo e patógenos. Para verificação das propriedades da argamassa autoadensável foram produzidos traços com 50% e 100% de substituição da água de amassamento por efluente tratado e um traço controle com água potável. Foram realizados os ensaios no estado fresco de mini-funil V e mini-slump e, no estado endurecido, de resistência à compressão axial. O tempo de escoamento dos traços com efluente foi superior ao traço controle e o espalhamento inferior. A resistência à compressão, aos 28 dias, se apresentou superior para ambas as concentrações do efluente ultrapassando 20% do valor do traço controle. Porém, o traço com concentração de 50% apresentou diferença significativa de dados por meio da análise ANOVA, sendo sugerido a verificação de resistência em outras idades e a realização de cura com efluente tratado para enriquecer a viabilidade de sua utilização na AAA. Com relação ao ensaio no estado endurecido da AAA, a resistência à compressão média dos corpos de prova produzidos com efluente tratado apresentou resistência superior aos corpos de prova.

Marcia Viana L. Martins, Universidade Federal de Itajubá

A construção civil tem buscado a racionalização e o aproveitamento dos materiais e água de modo a garantir a sustentabilidade ambiental do setor. Neste contexto, o objetivo do artigo foi investigar o emprego do efluente tratado como água de amassamento na argamassa autoadensável - AAA, assumindo como estudo de caso a avaliação do efluente da estação de Tratamento de Esgoto de Itajubá – ETE Sapucaí. A caracterização preliminar do efluente tratado neste estudo foi aderente à norma NBR 15900 (2009), com exceção da presença de odor. As substâncias químicas presentes no efluente apresentaram-se dentro dos limites estabelecidos na norma, mas sugere-se a realização de ensaios complementares dada as limitações apresentadas pelo reator UASB para remoção de DBO, nitrogênio, fósforo e patógenos. Para verificação das propriedades da argamassa autoadensável foram produzidos traços com 50% e 100% de substituição da água de amassamento por efluente tratado e um traço controle com água potável. Foram realizados os ensaios no estado fresco de mini-funil V e mini-slump e, no estado endurecido, de resistência à compressão axial. O tempo de escoamento dos traços com efluente foi superior ao traço controle e o espalhamento inferior. A resistência à compressão, aos 28 dias, se apresentou superior para ambas as concentrações do efluente ultrapassando 20% do valor do traço controle. Porém, o traço com concentração de 50% apresentou diferença significativa de dados por meio da análise ANOVA, sendo sugerido a verificação de resistência em outras idades e a realização de cura com efluente tratado para enriquecer a viabilidade de sua utilização na AAA. Com relação ao ensaio no estado endurecido da AAA, a resistência à compressão média dos corpos de prova produzidos com efluente tratado apresentou resistência superior aos corpos de prova.

Valquíria Claret dos Santos, Universidade Federal de Itajubá

A construção civil tem buscado a racionalização e o aproveitamento dos materiais e água de modo a garantir a sustentabilidade ambiental do setor. Neste contexto, o objetivo do artigo foi investigar o emprego do efluente tratado como água de amassamento na argamassa autoadensável - AAA, assumindo como estudo de caso a avaliação do efluente da estação de Tratamento de Esgoto de Itajubá – ETE Sapucaí. A caracterização preliminar do efluente tratado neste estudo foi aderente à norma NBR 15900 (2009), com exceção da presença de odor. As substâncias químicas presentes no efluente apresentaram-se dentro dos limites estabelecidos na norma, mas sugere-se a realização de ensaios complementares dada as limitações apresentadas pelo reator UASB para remoção de DBO, nitrogênio, fósforo e patógenos. Para verificação das propriedades da argamassa autoadensável foram produzidos traços com 50% e 100% de substituição da água de amassamento por efluente tratado e um traço controle com água potável. Foram realizados os ensaios no estado fresco de mini-funil V e mini-slump e, no estado endurecido, de resistência à compressão axial. O tempo de escoamento dos traços com efluente foi superior ao traço controle e o espalhamento inferior. A resistência à compressão, aos 28 dias, se apresentou superior para ambas as concentrações do efluente ultrapassando 20% do valor do traço controle. Porém, o traço com concentração de 50% apresentou diferença significativa de dados por meio da análise ANOVA, sendo sugerido a verificação de resistência em outras idades e a realização de cura com efluente tratado para enriquecer a viabilidade de sua utilização na AAA. Com relação ao ensaio no estado endurecido da AAA, a resistência à compressão média dos corpos de prova produzidos com efluente tratado apresentou resistência superior aos corpos de prova.

 

Vander Alkmin dos Santos Ribeiro, Universidade Federal de Itajubá

A construção civil tem buscado a racionalização e o aproveitamento dos materiais e água de modo a garantir a sustentabilidade ambiental do setor. Neste contexto, o objetivo do artigo foi investigar o emprego do efluente tratado como água de amassamento na argamassa autoadensável - AAA, assumindo como estudo de caso a avaliação do efluente da estação de Tratamento de Esgoto de Itajubá – ETE Sapucaí. A caracterização preliminar do efluente tratado neste estudo foi aderente à norma NBR 15900 (2009), com exceção da presença de odor. As substâncias químicas presentes no efluente apresentaram-se dentro dos limites estabelecidos na norma, mas sugere-se a realização de ensaios complementares dada as limitações apresentadas pelo reator UASB para remoção de DBO, nitrogênio, fósforo e patógenos. Para verificação das propriedades da argamassa autoadensável foram produzidos traços com 50% e 100% de substituição da água de amassamento por efluente tratado e um traço controle com água potável. Foram realizados os ensaios no estado fresco de mini-funil V e mini-slump e, no estado endurecido, de resistência à compressão axial. O tempo de escoamento dos traços com efluente foi superior ao traço controle e o espalhamento inferior. A resistência à compressão, aos 28 dias, se apresentou superior para ambas as concentrações do efluente ultrapassando 20% do valor do traço controle. Porém, o traço com concentração de 50% apresentou diferença significativa de dados por meio da análise ANOVA, sendo sugerido a verificação de resistência em outras idades e a realização de cura com efluente tratado para enriquecer a viabilidade de sua utilização na AAA. Com relação ao ensaio no estado endurecido da AAA, a resistência à compressão média dos corpos de prova produzidos com efluente tratado apresentou resistência superior aos corpos de prova.

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Publicado

2026-10-06

Como Citar

Uchôas, A. F. L., Velloso, A. C. G., Manfredini, B. C. de O., Martins, M. V. L., Santos, V. C. dos, & Ribeiro, V. A. dos S. (2026). Aproveitamento de efluente tratado de estação de tratamento de esgoto na produção de argamassa autoadensável. Holos Environment, 26(1), 90–108. https://doi.org/10.14295/holos.v26i1.12512

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Seção

Artigos