ANÁLISE ESTRATIGRÁFICA DAS BACIAS SEDIMENTARES DO IGUATU, CEARÁ

André Renan Costa Silva, Giancarlo Scardia

Resumo


O Nordeste Brasileiro apresenta extensa história geológica relacionada à tectonismo divergente e estabelecimento de sequências rifte responsáveis pela separação dos continentes Sulamericano e Africano durante o Cretáceo. Tais eventos levaram à formação de uma série de bacias sedimentares denominadas Bacias Interiores do Nordeste, dentre as quais, as Bacias Sedimentares do Iguatu. O Grupo Iguatu, por sua vez, é constituído por quatro pequenas bacias localizadas no centro-leste do Estado, são elas: Icó, Iguatu, Malhada Vermelha e Lima Campos.O grupo abrange uma área sedimentar rasa de aproximadamente 550 km2, caracterizada por sedimentação clástica e evidente controle estrutural causado pela Faixa Cariri-Potiguar e suas zonas de cisalhamento proterozóicas NE-SW. A influência estrutural da área também é evidenciada na configuração de meio-graben com mergulhos suaves na direção NW e fortes na direção SE. Litologicamente, as bacias representam coberturas sedimentares de pequeno a médio porte compostas por arenitos, por vezes conglomeráticos, intercalados à calcários e folhelhos, podendo apresentar estratificação cruzada evidente e presença de sedimentos clásticos de idade terciária englobados e em discordância. Sua gênese é amplamente discutida acerca de associações à resquícios de uma única bacia mesozóica pretérita que teria sofrido intensa ação erosiva, elevações no embasamento e alta frequência de falhamentos transcorrentes. A divisão dos sedimentos do Grupo Iguatu se dá através de uma bacia homônima, juntamente com as Formações Malhada Vermelha, Lima Campos e Icó, adjacentes a faixa orogênica Orós-Jaguaribe, contudo a evolução dos sedimentos pode se associar ao Lineamento de Patos. A estratigrafia do pacote sedimentar é complexa devido ao cenário geológico e estrutural da região, com alternâncias de seus litotipos sedimentares. Este projeto busca esclarecimentos acerca da evolução sedimentar dentro do contexto tectônico da região através do mapeamento geológico estrutural, da análise estratigráfica e dos ambientes sedimentares das Bacias do Iguatu, com foco na possibilidade da aplicação de métodos de datação paleomagnética para os sedimentos que a preenchem.

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